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... não foi por aqui!

Uma Kaka (não) Brava escreve:

Já que todos estão cuidando de suas vidas... não quero ser a última a fechar a porta..

Nao tenho muito a dizer, comecei a me perguntar se eu sou realmente boa com as palavras.. (sempre achei que fosse... olha como a gente se engana, não é mesmo?!)

Enfim, quero deixar aqui um música que ouvi hoje no carro, voltando do trabalho pra casa, e lembrei que eu já devia ter deixado aqui -ou em algum lugar- há muito tempo (mais especificamente em Novembro de 2009):

Eu quis dizer, você não quis escutar
Agora não peça, não me faça promessas
Eu não quero dizer, nem quero acreditar
Que vai ser diferente, que tudo mudou
Você diz não saber, o que houve de errado
E o meu erro foi crer, que estar ao seu lado... bastaria
Ah! Meu Deus era tudo que eu queria
Eu dizia o seu nome, não me abandone

Mesmo querendo, eu não vou me enganar
Eu conheço seus passos, eu vejo os seus erros
Não há nada de novo, ainda somos iguais
Então não me chame, não olhe pra trás
Você diz não saber, o que houve de errado
E o meu erro foi crer, que estar ao seu lado... bastaria
Ah! Meu Deus era tudo que eu queria
Eu dizia o seu nome, não me abandone jamais...


E PARABÉNS pra mim, bitches!



March 23, 2011 | 9:03 AM Comments  0 comments

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Por onde andei...

Um Lobo Bravo escreve:

Pois bem, acho que está chegando a minha hora. É difícil dizer a tantas pessoas e lembranças queridas, mais ainda à minha linda vida que findou em 2009. Nossa como o tempo trabalha!! Desta vez não serei tão longo, largo e profundo quanto gostariam. Seguirei a tradição deste sincero embora simplório - ou será o contrário? - sítio de amigos nada herméticos e seus devaneios, sonhos, esperanças e patifarias. Não tenho o dom da poesia como meus outros Confrades, mas vou me esforçar com a prosa, afinal há muitas coisas envolvidas. Espero usar as palavras certas desta vez!

Lembro-me de tempos que não voltam mais, lembro de muitas coisas que escrevi, pena que hoje não o faça pra quem deva, pra quem queria ou até mesmo para minha tia... o blog marcou minha vida tão grande foi sua importância. Transcendeu barreiras físicas à velocidade do google, superou expectativas, causou desalentos, tirou lágrimas e me subestimou.

Aquilo que motivou seu início ainda existe: amizade, carinho, escuta terapêutica, consideração positiva incondicional e mensagens eróticas, sei que com menos frequência e presença agora; respeito já não sei porque se não subvertermos certos valores, as coisas da vida perdem o determinante pessoal, ou a sua Força.

Espero não ser quem vá dizer tchau. Por via das dúvidas, fica aqui minha lembrancinha de um domingo incomum num estacionamento de um certo instituto:


Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o meu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Auuuuuuuhf!


Talvez não nós esbarremos mais. Mas foi eterno enquanto durou, e ótimo!

Ah, por favor, ao saírem deixem a porta encostada.

February 10, 2011 | 3:02 AM Comments  0 comments

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Isso é tudo, pessoal!



Um Cachorro Bravo quase morto cita:

Eu faço versos como quem chora
De desalento, de desencanto
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo algum de pranto

Meu verso é sangue, volúpia ardente
Tristeza esparça, remorso vão
Dói me nas veias, amargo e quente
Cai, gota a gota, do coração

E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca
Eu faço versos como quem morre.
(Desencanto, Manuel Bandeira)
___________________________________________________

Acho que deu pra sacar que eu tô saindo daqui.
Foi legal. Foi surreal. Foi triste. Foi nosso.
Vou continuar, vez por outra, no Clube. Também devo me aventurar em outra empreitada virtual.

Beijos, abraços, apertos de mão e acenos de longe.
Ah, e o último que sair, apaga a luz.

Hammurabi

May 7, 2010 | 10:05 AM Comments  0 comments

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E Se Tudo!

Um Cachorro Bravo escreve:

Pensei em escrever algo sobre nós enquanto fomos "nós". Pensar demais dá nisso.

Várias músicas vieram à minha cabeça na vã ilusão de facilitar um pouco esta declaração tardia; mostrar o quanto eu descobri de você - além do seu coração enorme -, o que aprendi contigo e tudo que compartilhamos de bom: seu sorriso sincero e espontâneo de "Moniquinha" e as minhas piadas sem graça. Essa dupla não se separava nem no mais conspícuo escurinho do cinema.

Vou respeitar seu valor e tudo que você conquistou em mim. Sei que perdi uma amiga, uma companheira super agradável, uma mulher linda e alegre, uma ótima sócia e uma... Delícia!

Você me apareceu com sua melhor forma na fase mais conturbada da minha vida, ainda assim não poderia ter sido melhor tudo de bom que vivemos. Continuo achando que nos merecemos.

Realmente sou um egoista hipócrita e que precisa virar homem. Vi você se transformar em mulher e não consegui te acompanhar.

Tantas coisas que eu deixei de fazer. Não a ajudei em sua homenagem aos pais, mas acho realmente que minha ajuda agora seria desnecessária: você tem o melhor material inspirador na frente da sua porta.

Para não ter que repetir mais uma vez a ladainha "me desculpe", espero que pelo menos aqui caiba essa letra de música, afinal seu inglês é bem melhor que o meu (você está de fato além da minha faixa etária):


"Oh no, I see,
A spider web is tangled up with me,
And I lost my head,
The thought of all the stupid things I've said,
Oh no, what's this?
A spider web, and I'm caught in the middle,
So I turned to run,
The thought of all the stupid things I've done,

I never meant to cause you trouble
And I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble
Oh no, I never meant to do you harm

Oh no, I see
A spider web and it's me in the middle,
So I twist and turn
Here am I in my little bubble.

Singing out, I never meant to cause you trouble,
I never meant to do you wrong,
Ahhh, well if I ever caused you trouble
Oh no I never meant to do you harm

They spun a web for me
They spun a web for me
They spun a web for me"



Se ainda assim não couber, por agora só posso pedir desculpas por todo mal que lhe causei.

Obrigado por não guardar suas mágoas!!!

March 22, 2010 | 11:03 AM Comments  0 comments

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E Se Nada!

Um Cachorro Bravo escreve:

Como este espaço na blogosfere, entre outras coisas, é também uma seção de classificados, deixa eu arrematar mais a miscelânea.

Tentarei ser breve e mais correto do que em meu último post. Para isso, vamos a interpretação desta canção de Paula Toller, com o título Meu Amor Se Mudou pra Lua. A perspectiva que se baseia esta merda é única, idiota mas única: a minha. Portanto, vou usar de toda licença poética que me foi concedida (com licença poeta! Porra!!!) e farei algumas adaptações, sinalizadas com um asterisco, para facilitar a contextualização.

Então vamos lá:

"Cai a tarde sobre os ombros da montanha onde me largo
O dia não foi, a noite o que será
Meus cabelos pela grama e eu sem nem querer saber
por onde começo e onde vou parar

Na imensidão do amanhã
meu amor se mudou pra Lua
Eu quis te ter como sou
mas nem por isso ser seu*

Vou adiante como posso, liberdade é do que gosto
O dia nasceu, azul é sua forma
Já não quero mais ser posse, fosse simples como fosse
Um dia partir sem ganchos nem correntes

Façamos um brinde, façamos um brinde
à noite que já vai chegar
Façamos um brinde, façamos um brinde
ao vento que veio dançar"

Notação importante sobre esta músiquinha: eu nunca gostei muito do Kid Abelha e tendia a achar que a Paula Toller não iria vingar não. Mas como nada é por acaso e dificilmente as mulheres Lindas e Delícias que existem no mundo gostam de ouvir coisa ruim, resolvi prestar atenção quando começou "no toca fitas do meu carro". Imbuído de uma sensibilidade extremamente... sensível, ela bateu lá no fundo, no lugar mais obscuro que temos, àquele lugar que muitos chamam de "caixa-preta humana": o coração.

Bem, mais uma vez o Negão congruente ou a Velma fizeram seus papéis, mas que diferença isso ia fazer por mais desnecessária que fosse a participação da Velma?

Interpretação nº1 - o fato é que há muito tempo não consigo mais ver a beleza da lua. Talvez seja porque realmente o amor esteja lá. Desejo a você tudo de bom! Que Deus cuide como não consegui. Seja Feliz!!! Agora o que me resta a fazer é lhe dizer adeus, por mais difícil que seja.

Interpretação nº2 - e agora o vento? Sei lá, mas se ele dançou foi porque não era boa gente. Certa vez o Fabiano me disse que "ninguém morre de graça não". Pois é... Dançou playboy!

Interpretação nº3 - "Vou adiante como posso, liberdade é do que gosto" e quem não gosta. O que ninguém gosta é de ser "posse, fosse simples como fosse". Todo mundo pode "um dia partir sem ganchos nem correntes", mas o que lhe prende a uma casa, uma família, uma emprego, a uma relação com ganhos secundários e até mesmo ao... amor são os seus próprios ganchos e correntes, mas isso não lhe torna posse de ninguém.

March 7, 2010 | 8:03 AM Comments  0 comments

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