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Confraria do Ócio

Um Cachorro Bravo escreve:

"Eu só vou trabalhar depois de morto, se me cremarem e colocarem minhas cinzas numa ampulheta".

Ah o trabalho! Só de pensar eu já fico cansado. irritado.
E eu queria muito saber quem foi o desocupado que inventou essa droga.


Com certeza não foi esse simpatia aí.

De fato o trabalho funciona como uma droga. Não estou me referindo unicamente aos maníacos agora nomeados como workaholics. Mesmo o mais descontente operário pode vir a tornar-se um adicto deste entorpecente. Não é sem razão que Karl Marx taxava a classe operária de alienada.
Passamos nossa vida inteira nos preparando para o sacrifício. Quando crianças, os meninos ganham, por exemplo, carrinhos de bombeiro e as meninas, fogõezinhos. Vamos à escola e aprendemos com vistas a nos tornarmos seres produtivos e, enfim, quando nos tornamos adultos fazemos a indecente troca de uma tortura diária por um salário.

Trabalho. Salário. A própria origem dessas palavras já é motivo suficiente para fazer sofrer.

O termo Trabalho provêm de um instrumento de tortura formado por três paus, o Tripaliu. Também remonta a sacrifício (Os doze trabalhos de Hércules).
Salário
vem de sal, que era o que os soldados romanos recebiam em troca dos serviços militares.
E o pior é que como qualquer droga, o trabalho causa dependência. Ainda que não seja essa a vontade do trabalhador. É só pensar no efeito que as férias têm sobre a gente. Os primeiros dias são maravilhosos. Mas passado algum tempo não vemos a hora de voltarmos a bater o ponto ou responder à chamada. Mais dramática é a situação de quem se aposenta e não descobre um substituto para o trabalho que exercia. Conheci um gerente da Caixa Econômica que trabalhava como um louco. Depois de aposentado, Seu Serafim não durou um ano.
Mas enfim, mesmo com todos os aspectos negativos que a prática do trabalho apresenta, nossa espécie sempre usou de criatividade para inventar profissões. Temos, por exemplo, jornalista da Veja e da Caras, Presidente da República, Massagista de passista de escola de samba, provador de Skol, Dono de puteiro e por aí vai.



Vendo essa foto do Cafetão-Mor do Brasil, o Oscar Maroni, lembrei de um e-mail que recebi uns dias atrás. Era sobre a regulamentação da profissão tradicionalmente conhecida como a mais antiga do mundo pelo Ministério do Trabalho e Emprego.


Adorei o Item 9.

Não acredita? Então comprove.

****************************
E por falar em pouca vergonha, vai ter Show do Belo esse mês em Brasília.



Na boa. Eu acho que se a justiça brasileira teve a ousadia de liberar esse cara pra "cantar" fora da cadeia, bem que podia liberar o Fernandinho Beira-Mar pra trabalhar como palestrante também.



Eu sugiro até um tema para as palestras:

Liderança e Relações Internacionais no Mercosul.

March 29, 2008 | 7:03 AM Comments  0 comments

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who's your daddy babe?



Nesse caso pode ser tanto "baby", como "babe". Dependendo do significado que você deseja atribuir.

March 25, 2008 | 11:03 AM Comments  0 comments

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Ato Falho

Um Cachorro Bravo escreve:

É uma piada pronta. Mas o contexto em que ela foi dita ajuda muito a achar a graça. E saibam todos que eu não estou dando colher de chá para as loiras, goianos e portugueses.

************

Era aula da Miriam, que pra quem não conhece, é a personificação do pós-feminismo moderno. E o tema da aula não poderia tê-la colocado numa posição de maior autoridade: Conceituações de Sexo e Gênero.
Para que quem leia esse post tenha uma idéia do que isso significa, cumpre informar que evito, ou melhor, me nego, a discordar da Professora Míriam. Porque se um dia ela disser que a Silvia Saint ainda é virgem e eu disser o contrário, com certeza ela irá me provar que o conceito de virgindade é uma construção social machista e chauvinista e portanto deve ser falseada.
Enfim, deu pra ter uma idéia de por que os parcos homens do curso de psicologia do IESB têm passado a sentir cólicas e temem começar a ovular em decorrência da exposição exagerada à progesterona.

Voltando a aula da Míriam.

Em determinado momento nossa querida professora mineira usa como exemplo da manutenção dos valores machistas uma reportagem que ela tinha visto uns dias antes sobre a cultura do Iêmem.


A reportagem explicava que desde cedo os homens do Iêmem portam adagas presas à cintura como sinal de virilidade. Já as mulheres são obrigadas a usar burcas e são quase que exclusivamente servas dos maridos (Ahhhh que Paraíso!). Acontece que esse quadro está se transformando e, sorrateiramente, as mulheres vêm adquirindo mais direitos civis. Neste momento, um dos raros hominídeos presentes no recinto classificado entre os que mijam em pé, levantou a mão solicitando a palavra e fez esta descabaçante observação:

-Porra! Como é legal ver essas mulheres rompendo o Iêmem!

Após o ataque convulsivo de riso, fui obrigado a me resignar com o fato de que tão notável obcenidade não era proveniente de meu pathos pervertido.
É Clévis. Tá 1 X 0 pra ti cumpadi.

March 25, 2008 | 10:03 AM Comments  0 comments

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Ato Fálico

Um Cachorro Bravo escreve:

É uma piada pronta. Mas o contexto em que ela foi dita ajuda muito a achar a graça. E saibam todos que eu não estou dando colher de chá para as loiras, goianos e portugueses.

************

Era aula da Miriam, que pra quem não conhece, é a personificação do pós-feminismo moderno. E o tema da aula não poderia tê-la colocado numa posição de maior autoridade: Conceituações de Sexo e Gênero.
Para que quem leia esse post tenha uma idéia do que isso significa, cumpre informar que evito, ou melhor, me nego, a discordar da Professora Míriam. Porque se um dia ela disser que a Silvia Saint ainda é virgem e eu disser o contrário, com certeza ela irá me provar que o conceito de virgindade é uma construção social machista e chauvinista e portanto deve ser falseada.
Enfim, deu pra ter uma idéia de por que os parcos homens do curso de psicologia do IESB têm passado a sentir cólicas e temem começar a ovular em decorrência da exposição exagerada à progesterona.

Voltando a aula da Míriam.

Em determinado momento nossa querida professora mineira usa como exemplo da manutenção dos valores machistas uma reportagem que ela tinha visto uns dias antes sobre a cultura do Iêmem.


A reportagem explicava que desde cedo, os homens do Iêmem portam adagas presas à cintura como sinal de virilidade. Já as mulheres são obrigadas a usar burcas e são quase que exclusivamente servas dos maridos (Ahhhh que Paraíso!). Acontece que esse quadro está se transformando e, sorrateiramente, as mulheres vêm adquirindo mais direitos civis. Neste momento, um dos raros hominídeos presentes no recinto classificado entre os que mijam em pé, levantou a mão solicitando a palavra e fez esta descabaçante observação:

-Porra! Como é legal ver essas mulheres rompendo o Iêmem!

Após o ataque convulsivo de riso, fui obrigado a me resignar com o fato de que tão notável obcenidade não era proveniente de meu pathos pervertido.
É Clévis. Tá 1 X 0 pra ti cumpadi.

March 25, 2008 | 10:03 AM Comments  0 comments

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Rafinha x Gysele

Quando foi que eu deixei você entrar na minha vida, me tirando do centro, me deixando horas seguidas acordado sem saber o que vai acontecer com o dia de amanhã?!

Eu até agora pouco imaginava ter o controle da minha vida. O exposto imposto, esse que é um evento público, mas não deixa de ser uma parte minha. Independente ou não de um todo, de uma cultura, esse núcleo está aqui. E foi assim, em 2006 que tudo mudou.

Foi quando o Bussunda morreu que eu vi quão estranha era essa pequena partícula de sofrimento que senti com a ausência de uma pessoa tão presente ali, na tela da tevê. Apesar de não ver mais o seu programa há anos, eu senti sua falta naquele momento, um comediante sem nenhuma ligação pessoal comigo, além de seu modo sincero que fazer rir ao interpretar o Ronaldinho.

Quantas vezes não fiquei acordado pra ver algo na tevê, e o quão aquilo fazia parte da minha vida. Achei que tinha deixado isso na adolescência, quando disse pra mim mesmo que “ao morar sozinho eu não teria televisão em casa”. Pensando num futuro sem televisão, esquecendo de um passado em que essa me acompanhou tanto nas madrugadas assistindo o programa do Jô. Lembro do choque que tive quando ele saiu do SBT pra ir pra Globo, e no final das contas não mudou nada. Assim como também fez o Serginho Groisman. Pra um menino que estudava a tarde, o problema de sono poderia ter várias causas apontadas claramente. Desde o fato de eu acordar tarde até a deficiência nas relações sociais, ou o excesso de tempo dedicado à televisão, pois assim era minha vida. Desenho matinal, lembro-me da época de ouro da globo, que pra mim era assistir ao desenho do Samurai X toda manhã, que logo depois parou de exibir.

Numa das semanas passadas o professor começou a aula falando algo do tipo “a Juliana saiu do big brother, mas vamos começar a aula”.

O quanto a tv influencia na sua vida?

O que quero dizer é: Hoje você vai votar no Rafinha ou na Gysele?


No Rafinha.



P.S.:
Não vou ler para saber se tem erros no texto.
Faz tempo que não posto aqui.

March 23, 2008 | 11:03 AM Comments  0 comments

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